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Shopping Centers – É preciso ter um alto índice de vendas!!!


Segundo a Semma, empresa especializada no segmento, a história dos Shopping Centers no Brasil iniciou em 1966 com o Shopping Center Iguatemi, em São Paulo. “Um ponto importante que deve ser notado quando se considerar investir num Shopping Center é que, independente do seu tamanho, um Shopping nada mais é do que uma plataforma, um edifício, um veículo para abrigar e facilitar operações varejistas – a venda de mercadorias e serviços – e o seu sucesso financeiro dependerá totalmente do volume de vendas realizado por seus locatários-comerciantes. Shopping Center é negócio de varejo e financeiramente é um negócio de caixa. O desempenho do negócio é medido pelo fluxo de caixa, e para um lojista de shopping ter um fluxo de caixa positivo, é preciso ter um alto índice de vendas.”

O momento econômico em que se encontra o nosso país com juros elevados, inflação no topo da banda, crédito restrito, alto desemprego e incerteza futura dificulta sobremaneira a obtenção de alto índice de vendas pelos comerciantes de Shoppings.

Em um artigo nosso publicado com o título “SABE onde se encontram os consumidores? As lojas procuram!” nós alertávamos que o Varejo seria em breve alcançado pela contenção de gastos. Primeiro, pela carência de recursos diante da escalada dos preços e, na sequência, pela prudência daqueles com maior poder aquisitivo buscando resguardar-se. Ou seja, enquanto um vasto contingente lamentavelmente cancela compras, outro as posterga! O efeito é o mesmo: prateleiras cheias e lojas vazias!

Em nosso mercado acionário seis companhias competem nesse Segmento do Setor de Construção Civil e Mercado Imobiliário. BR Malls Par, Brookfield e Multiplan são as maiores empresas com receitas de R$4,5bilhões em 2014, equivalentes a 78% do total do segmento. As outras: Aliansce, Generalshopp e Iguatemi, juntas somaram cerca de R$1,3bilhões em receitas em 2014.

Os gráficos a seguir ilustram o desempenho do segmento de Shopping Centers mostrando a evolução das Receitas Líquidas, Resultados Líquidos, Endividamentos Totais e Retornos do Acionista no período de 2011 a 2015, sendo este último anualizado.

Segmento de Shopping Centers – Desempenho de 2011 a 2015(A) FONTE: Banco de Dados SABE – Sistema de Análise de Balanços Empresariais ©

Segmento de Shopping Centers – Desempenho de 2011 a 2015(A)
FONTE: Banco de Dados SABE – Sistema de Análise de Balanços Empresariais ©

No período de 2011 a 2015(A) as Receitas Líquidas caíram (taxa de crescimento anual composta – CAGR – negativa de -4% aa), os resultados líquidos despencaram a partir de 2012, o Endividamento Total cresceu a partir de 2011 (CAGR de 7% aa), mas se manteve estável e o retorno do acionista na média foi positivo (6,20%) em 2011 e negativo a partir de 2013.

As planilhas seguintes mostram os indicadores descritos individualizados pelas empresas do segmento.

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Segmento de Shopping Centers – Desempenho de 2011 a 2015(A)
FONTE: Banco de Dados SABE – Sistema de Análise de Balanços Empresariais ©

É fácil perceber que está difícil o segmento de Shopping Centers manter um alto índice de vendas: Brookfield, maior do segmento, e Generalshopp tiveram resultados líquidos praticamente num vermelho crescente em todo o período. Todas as empresas do segmento, exceto Brookfield, tiveram crescimento da dívida.

Pelo lado do desempenho em bolsa no período de Jan/2011 a 08/10/2015, apenas duas ações tiveram valorização positiva (Multiplan ON e Iguatemi ON). O Ibovespa caiu quase 29% e Aliansce ON, BR Malls Par ON e Generalshopp ON ficaram com valorização negativa, sendo esta última atrás do Ibovespa.

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Segmento de Shopping Centers – Valorização das Ações (%) – Jan/2011 a 08/10/2015
FONTE: APLIGRAF ©

Comentários Finais:

Com receitas em queda, resultados e rentabilidades fracas, e endividamento elevado, mas equilibrado, as companhias do Segmento de Shopping Centers foram surpreendidas nos três últimos anos com a crise econômica de nosso país. As maiores empresas do segmento sentiram menos os efeitos da crise por operarem redes fortes com lojas de qualidade de produtos situadas em localizações de maior consumo, mantiveram seu fluxo de caixa e sua estrutura patrimonial evitando expansões e aquisições, mas não conseguiram evitar os pífios resultados. Se a crise não se alongar muito as maiores empresas desse segmento poderão voltar a crescer fazendo fusões e aquisições.

A propósito, esta tendência vem ocorrendo em outros setores/segmentos da atividade econômica, como evidencia a atual compra da SAB Miller pela Ambev. Podemos assim dizer que daqui para frente “ou você compra ou é comprado”.

Deixe o seu comentário sobre como você avalia o desempenho Segmento de Shopping Centers e solicite grátis uma pesquisa do seu interesse. Até a próxima!

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