Setor_Med_Hosp_Capa

Setor de Serviços Médico-Hospitalares: Crescimento dos lucros com queda das dívidas


LUIZ-GUILHERME-DIAS-e1443731843958Por Luiz Guilherme Dias | Rio, 20/Set/2016.

 

“O dinheiro é o mais invejado, mas menos apreciado.
A saúde é a mais apreciada, mas menos invejada”

Charles Caleb Colton Clérigo e Escritor inglês

Este artigo apresenta o desempenho do setor de Serviços Médico-Hospitalares do mercado acionário brasileiro no 1º semestre de 2016. Esse setor possui 8 companhias abertas: Biomm, Cremer, Dasa , Fleury, Odontoprev, Ourofino S/A, Qualicorp e Tempo Part. As estatísticas apuradas excluíram a Tempo Part por falta de dados resultante do cancelamento de seu registro em bolsa.

No 1º semestre de 2016 essas companhias totalizaram R$4,7 bilhões em receitas. A líder do setor em bolsa em receitas é a Dasa (R$1,5 bilhões), seguida da Fleury (R$1 bilhão), representando 31% e 22% do market-share, respectivamente. Do total das receitas líquidas do 1S2016, 3 destas companhias representam 73% do setor: Dasa, Fleury e Qualicorp. Os gráficos a seguir ilustram nossa observação.

Mkt-share e Receitas Líquidas das Companhias do Setor de Serviços Médico-HospitalaresFonte: SABE ©

Mkt-share e Receitas Líquidas das Companhias do Setor de Serviços Médico-Hospitalares
Fonte: SABE ©

Por outro lado, sob a ótica dos resultados a Qualicorp liderou com lucro de R$268 milhões, seguida da Odontoprev com R$113 milhões. A Biomm ocupou a última posição de resultados com prejuízo de R$26 milhões.

Botão_FiquePorDentro2

Na comparação do 1S2015 contra 1S2016, os 3 maiores crescimentos de receitas, EBITDA e resultados e as  3 maiores reduções de dívidas das empresas do setor em bolsa são mostradas nas planilhas a seguir:

Destaques de crescimentos/reduções do Setor de Serviços Médico-Hospitalares – 1S2015 x 1S2016 Fonte: SABE ©

Destaques de crescimentos/reduções do Setor de Serviços Médico-Hospitalares – 1S2015 x 1S2016
Fonte: SABE ©

Ainda na comparação do 1S2015 contra 1S2016, as 8 empresas no conjunto praticamente “andaram de lado” nas receitas (queda real considerando a inflação), mas cresceram 12% na geração de caixa medida pelo EBITDA e 39% nos resultados líquidos, ao mesmo tempo em que reduziram em 3,2% seu endividamento líquido, atingindo no 1º semestre de 2016 uma relação de 4:1 entre a dívida líquida e o EBITDA. Por outro lado, essas empresas conseguiram um aumento de 1,8 ppt na taxa de retorno para o acionista (ROE), alcançando um percentual de 6% no 1S2016 e sinalizando melhora no conjunto. A tabela seguinte ilustra os números do setor na comparação dos totais dos últimos dois semestres das 8 empresas do setor.

Indicadores do Setor de Serviços Médico-Hospitalares – 1S2015 x 1S2016Fonte: SABE ©

Indicadores do Setor de Serviços Médico-Hospitalares – 1S2015 x 1S2016
Fonte: SABE ©

 

Comentários Finais

Segundo informações da Agência Brasil, o setor de saúde registrou elevação de preços de  7,77% de Jan a Jul/2016, superando a média da inflação nesse período, de acordo com o Índice de Preços de Serviços (IPS), divulgado em 12/Set/2016. Junto com o Índice de Preços do Varejo (IPV), o indicador compõe o Custo de Vida por Classe Social para a Região Metropolitana de São Paulo (CVCS), de acordo com pesquisa mensal da Fecomercio/SP.

Os preços dos serviços medidos pelo IPS subiram em média 4,10% de janeiro a julho. As maiores altas foram nos itens saúde e cuidados pessoais (7,77%), educação (7,10%) e habitação (4,25%). O item serviços representa 48,5% no CVCS e o peso destes grupos somados no IPS chega a quase 50%, sendo 26% de habitação, 11% de saúde e cuidados pessoais e 11% para educação.

Com relação à saúde, o grupo de serviços médicos e dentários acumula aumento de 5,18% nos setes meses de 2016, tendo como destaque os subitens dentista (5,92%) e fisioterapeuta (6,44%). Já os grupos serviços laboratoriais/ hospitalares e plano de saúde acumulam alta de 9,98% e 7,38%, respectivamente. Para a Fecomercio/SP, a alta de preços nesses dois grupos compromete ainda mais o orçamento das famílias, pois se tratam de serviços de necessidade básica e que dificilmente podem ser suprimidos sem comprometer o bem-estar.

De acordo com o levantamento, na análise por classe social, as famílias que possuem maior rendimento são as que mais destinam uma porcentagem da renda para os serviços de saúde e as que possuem rendimento inferior recorrem a tratamentos no sistema público de saúde. As classes de renda “A” (rendimento superior a R$ 12.207,23) e “B” (rendimento entre R$ 7.324,34 a R$ 12.207,22) gastam 13% e 15%, respectivamente com saúde. Já as classes “E” (rendimento inferior a R$ 976,58) e “D” (rendimento entre R$ 976,59 a R$ 1.464,87) destinam 3,3% e 5,8% da renda para esses serviços.

A SABE Consultores tem o propósito de “organizar informações financeiras sobre as empresas brasileiras e torná-las acessíveis e úteis” e acredita que as empresas vencedoras e que vieram para ficar são as que criam valor para TODOS os seus stakeholders. Manteremos você atualizado com novas informações extraídas do nosso Banco de Dados SABE.

Botão_FiquePorDentro2

Aproveite para deixar o seu comentário ao final desta página sobre este Artigo.

Luiz Guilherme Dias é Sócio-Diretor da SABE Consultores, Consultor de Empresas e Conselheiro Certificado.

E-mail: lg.dias@sabe.com.br

Deixe seu comentário abaixo...

Leave A Response