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Setor de Serviços Financeiros: Queda nas dívidas com rentabilidade patrimonial estável


LUIZ-GUILHERME-DIAS-e1443731843958Por Luiz Guilherme Dias | Rio, 29/Set/2016.

 

“O dinheiro não cria o sucesso, mas sim a liberdade de criar o sucesso”
Nelson Mandela

Este artigo apresenta o desempenho das companhias do Setor de Serviços Financeiros, com ações negociadas na Bovespa, que engloba 15 companhias abertas. No 1º semestre de 2016 essas empresas totalizaram R$26 bilhões em receitas. A líder do setor em bolsa em receitas é a Sul America (R$7,93 bilhões), seguida da Porto Seguro (R$7,87 bilhões) e da Cielo (R$6,12 bilhões), representando 30,7%, 30,5% e 23,7% do market-share, respectivamente. Juntas essas 3 companhias representam cerca de 85% do setor. Os gráficos a seguir ilustram os números mencionados.

Market Share e Receitas Líquidas das Companhias do Setor de Serviços FinanceirosFonte: SABE ©

Market Share e Receitas Líquidas das Companhias do Setor de Serviços Financeiros
Fonte: SABE ©

Olhando os resultados a líder foi a Cielo com lucro de R$2 bilhões, seguida da BB Seguridade também com R$2 bilhões aproximadamente. A Cims ocupou a última posição de resultados com prejuízo de R$84 milhões.

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Na comparação do 1S2015 contra 1S2016, os 3 maiores crescimentos de receitas, EBITDA e resultados e as  3 maiores reduções de dívidas das empresas do setor em bolsa são mostradas nas planilhas a seguir:

Destaques de crescimentos/reduções do Setor de Serviços Financeiros – 1S2015 x 1S2016Fonte: SABE ©

Destaques de crescimentos/reduções do Setor de Serviços Financeiros – 1S2015 x 1S2016
Fonte: SABE ©

Ainda na comparação do 1S2015 contra 1S2016, as 15 empresas tiveram no conjunto crescimento da ordem de 10% das receitas e da geração de caixa medida pelo EBITDA e de apenas 3% nos resultados líquidos. O destaque foi a queda de mais de 20% da dívida líquida, atingindo no 1º semestre de 2016 uma relação de 5:1 entre a dívida líquida e o EBITDA, caracterizando uma redução de 27,5% nesse indicador na comparação dos dois períodos. Além disso, o conjunto dessas empresas praticamente manteve estável a taxa de retorno para o acionista (ROE), em torno de 11% nos últimos dois semestres. A tabela seguinte ilustra os números do setor comparando os totais das 15 empresas do setor de 1S2015 X 1S2016.

Ainda na comparação do 1S2015 contra 1S2016, as 15 empresas tiveram no conjunto crescimento da ordem de 10% das receitas e da geração de caixa medida pelo EBITDA e de apenas 3% nos resultados líquidos. O destaque foi a queda de mais de 20% da dívida líquida, atingindo no 1º semestre de 2016 uma relação de 5:1 entre a dívida líquida e o EBITDA, caracterizando uma redução de 27,5% nesse indicador na comparação dos dois períodos. Além disso, o conjunto dessas empresas praticamente manteve estável a taxa de retorno para o acionista (ROE), em torno de 11% nos últimos dois semestres. A tabela seguinte ilustra os números do setor comparando os totais das 15 empresas do setor de 1S2015 X 1S2016.

Indicadores do Setor de Serviços Financeiros – 1S2015 x 1S2016Fonte: SABE ©

Indicadores do Setor de Serviços Financeiros – 1S2015 x 1S2016
Fonte: SABE ©

 

Comentários Finais:

Das 15 empresas do Setor de Serviços Financeiros destacam-se as do segmento de Seguros: Sul America, Porto Seguro e BB Seguridade. Segundo informações do mercado divulgadas em 23/Set/2016, o segmento de seguros cresceu 2 dígitos  totalizando receitas de R$ 365 bilhões em 2015 e ganha representatividade no PIB brasileiro. Nem mesmo a turbulência política e econômica vista recentemente interrompeu essa trajetória de alta, dando destaque ao setor na economia brasileira. Esse mercado representa 6,2% do PIB do Brasil, de acordo com números apresentados no Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros em 2015, elaborado pela CNSEG (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização). Em 2011, a representatividade do setor na economia era de 4,98%. (Fonte: Infomoney).

Para a equipe de análise da Santander Corretora a BB Seguridade (BBSE3) foi a empresa confirmada como sua principal recomendação. Os analistas calculam um preço-alvo de R$ 36,00 para os papéis da companhia, o que totaliza um potencial de alta de 21,5% em relação ao fechamento do dia 20/Set/2016. Na opinião dos analistas, os pontos positivos da BB Seguridade são seus novos produtos que podem dar frutos em 2017, como seguro de vida, planos de pensão e bônus premium, o fato de que 2017 terá o mesmo patamar que nesse ano e a venda de uma participação na empresa de resseguros IRB em um potencial IPO. (Fonte: Infomoney).

A SABE Consultores tem o propósito de “organizar informações financeiras sobre as empresas brasileiras e torná-las acessíveis e úteis” e acredita que as empresas vencedoras e que vieram para ficar são as que criam valor para TODOS os seus stakeholders. Manteremos você atualizado com novas informações extraídas do nosso Banco de Dados SABE.

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Luiz Guilherme Dias é Sócio-Diretor da SABE Consultores, Consultor de Empresas e Conselheiro Certificado.

E-mail: lg.dias@sabe.com.br

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