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Setor de Energia Elétrica: Resultados Líquidos caem 89%


LUIZ-GUILHERME-DIAS-e1443731843958Por Luiz Guilherme Dias | 12/Abr/2016.

 

“Muitas das falhas da vida acontecem quando as pessoas não percebem o quão perto estão, quando desistem”
Thomas Edison, inventor da lâmpada elétrica

De acordo com a ABRADEE, sob o aspecto técnico no setor elétrico brasileiro, existem agentes de governo responsáveis pela política energética do setor, sua regulação, operação centralizada e comércio de energia. Efetivamente, os agentes diretamente ligados à produção e transporte de energia elétrica são os de geração, transmissão e distribuição.

Pelo aspecto regulatório, as atividades de governo são exercidas pelo CNPE, MME e CMSE. As atividades regulatórias e de fiscalização são exercidas pela ANEEL. As atividades de planejamento, operação e contabilização são exercidas por empresas públicas ou de direito privado sem fins lucrativos, como a EPE, ONS e CCEE. As atividades permitidas e reguladas são exercidas pelos demais agentes do setor: geradores, transmissores, distribuidores e comercializadores.

Fonte: ABRADEE (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica)

Fonte: ABRADEE (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica)

O mercado acionário brasileiro possui 42 companhias abertas do setor de Energia Elétrica, operando nas diversas atividades descritas, a saber: Aes Elpa, AES Tiete E, Afluente, Afluente T, Ampla Energ, CEB, CEEE-D, CEEE-GT, Celesc, Celgpar, Celpa, Celpe, Cemig, Cemig GT, Cesp, Coelba, Coelce, Copel, Cosern, CPFL Energia, CPFL Piratin, CPFL Renovav, Elektro, Eletrobras, Eletropar, Eletropaulo, EMAE, Energias BR, Energisa, Energisa MT, Enersul, Eneva, Equatorial, Ger Paranap, Light S/A, Paul F Luz, Rede Energia, Renova, Rio Gde Ener, Taesa, Tractebel e Tran Paulist. Do total das receitas líquidas em 2015 destas companhias, 47% vieram de: Eletrobras, Cemig, CPFL Energia, Copel, AES Elpa e Eletropaulo.

De 2014 para 2015, estas empresas no conjunto tiveram um crescimento de receita abaixo da inflação de 2015, queda de 28% na geração de caixa medida pelo EBITDA, redução de 89% nos resultados líquidos, aumento de 13% no endividamento líquido alcançando em 2015 uma relação elevadíssima de 11:1 entre dívida líquida e EBITDA e queda de 6,23ppt na taxa de retorno para o acionista (ROE), que no último ano ficou em menos de 0,8% no agregado.

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A tabela seguinte ilustra os grandes números do setor na comparação dos totais dos últimos dois anos das 42 empresas citadas.

Informações das Empresas de Capital Aberto do Setor de Energia Elétrica – 2014 x 2015 Fonte: SABE ©

Informações das Empresas de Capital Aberto do Setor de Energia Elétrica – 2014 x 2015
Fonte: SABE ©

 

Comentários Finais:

O mercado de energia no Brasil está dividido em 2 categorias de acordo com o ambiente de contratação: regulada (consumidor compra energia de distribuidoras) e livre (consumidor, em geral grandes empresas, compra energia diretamente de geradores ou comercializadores).

Em 2015 devido à crise hídrica, algumas distribuidoras e geradoras não conseguiram entregar a energia contratada por seus clientes e tiveram de recorrer ao mercado livre quando os preços estavam em alta. Como consequência a tarifa no mercado livre chegou a bater recorde de R$822/Mwh.

Por conta do aumento das tarifas de energia muitas empresas migraram para o mercado livre onde as condições de compra (preço, prazo e volume) são negociadas independentemente dos aumentos de tarifas promovidos pela ANEEL. Dados do mercado apontam que mais de 500 empresas migrarão para o mercado livre em 2016. Só podem se tornar clientes no mercado livre empresas com consumo maior ou igual a 500kw (equivalente ao de um shopping center) que podem comprar energia gerada por fontes renováveis, como hidrelétricas de pequeno porte, termelétricas a biomassa e eólicas. Por outro lado, empresas com consumo maior ou igual a 3.000kw podem comprar energia de qualquer fonte. (Fonte: O Globo – 26/Jan/2016).

Segundo dados da ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), o volume dos reservatórios subiu significativamente de Jan/2015 para o mesmo mês de 2016 nas regiões sul e sudeste, mas caiu nas regiões norte e nordeste. O mercado espera uma nova regra da ANEEL para diminuição de preços e revisão das bandeiras tarifárias por conta da redução esperada dos custos do setor elétrico a partir de Abr/2016.

A SABE Consultores tem o propósito de compartilhar informações úteis e atualizadas sobre as empresas brasileiras. Manteremos você atualizado, como de costume, com novas informações extraídas do nosso Banco de Dados SABE.

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Luiz Guilherme Dias é Sócio-Diretor da SABE Consultores, Consultor de Empresas e Conselheiro Certificado.
E-mail: lg.dias@sabe.com.br

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