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Setor de Educação: Crescimento de EBITDA e resultado líquido


LUIZ-GUILHERME-DIAS-e1443731843958Por Luiz Guilherme Dias | Rio, 22/Set/2016.

 

“Educação é o que sobrevive quando se esquece o que foi aprendido”

B. E. Skinner – Psicólogo americano

Em Abr/2016 publicamos um artigo com o título “Setor de Educação: Resultados Líquidos caíram 19% em 2015” onde informamos que a crise econômica atingiu o setor de educação reduzindo o número de novos alunos matriculados no ensino superior: “de 2014 para 2015 a redução foi de 300 mil alunos e a expectativa para 2016 é de chegar próximo a 1 milhão de ingressos, segundo a Hoper, consultoria especializada no setor”. Registramos também que como consequência a queda poderia diminuir cerca de R$2,5bilhões no faturamento das instituições privadas em 2016. O setor, como vários outros, depende da recuperação da economia. Neste artigo apresentamos o desempenho das companhias abertas do setor de Educação no 1º semestre de 2016.

O mercado acionário brasileiro possui 5 companhias abertas do setor de Educação: Kroton, Estacio Part, Somos Educa, Ser Educa e Anima. No 1º semestre de 2016 essas empresas totalizaram R$6 bilhões em receitas. A líder do setor em bolsa em receitas é a Kroton (R$2,7 bilhões), seguida da Estacio (R$1,6 bilhões), representando 43,5% e 26,6% do market-share, respectivamente. Juntas essas 2 companhias representam 70% do setor. Os gráficos a seguir ilustram os números mencionados.

Mkt-share e Receitas Líquidas das Companhias do Setor de EducaçãoFonte: SABE ©

Mkt-share e Receitas Líquidas das Companhias do Setor de Educação
Fonte: SABE ©

Por outro lado, sob a ótica dos resultados a Kroton liderou com lucro de R$1,1 bilhões, seguida de longe da Ser Educa com R$150 milhões. A Somos Educa ocupou a última posição de resultados com prejuízo de R$9 milhões.

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Na comparação do 1S2015 contra 1S2016, os 3 maiores crescimentos de receitas, EBITDA e resultados e as  3 maiores reduções de dívidas das empresas do setor em bolsa são mostradas nas planilhas a seguir:

Destaques de crescimentos/reduções do Setor de Educação – 1S2015 x 1S2016Fonte: SABE ©

Destaques de crescimentos/reduções do Setor de Educação – 1S2015 x 1S2016
Fonte: SABE ©

Ainda na comparação do 1S2015 contra 1S2016, as 5 empresas no conjunto tiveram crescimento das receitas abaixo da inflação (queda real), mas cresceram 13% na geração de caixa medida pelo EBITDA e também 13% nos resultados líquidos, ao mesmo tempo em que aumentaram pouco (menos de 3%) seu endividamento líquido, atingindo no 1º semestre de 2016 uma relação de 3,7:1 entre a dívida líquida e o EBITDA. Por outro lado, essas empresas obtiveram um leve aumento de 0,6 ppt na taxa de retorno para o acionista (ROE), mantendo um percentual de 7% nos dois semestres. A tabela seguinte ilustra os números do setor na comparação dos totais dos últimos dois semestres das 5 empresas do setor.

Indicadores do Setor de Educação – 1S2015 x 1S2016Fonte: SABE ©

Indicadores do Setor de Educação – 1S2015 x 1S2016
Fonte: SABE ©

 

Comentários Finais

Segundo informações da Agência Brasil, o setor de educação registrou elevação de preços de 7,10% de Jan a Jul/2016, superando a média da inflação nesse período, de acordo com o Índice de Preços de Serviços (IPS), divulgado em 12/Set/2016. Junto com o Índice de Preços do Varejo (IPV), o indicador compõe o Custo de Vida por Classe Social para a Região Metropolitana de São Paulo (CVCS), de acordo com pesquisa mensal da Fecomercio/SP.

Os preços dos serviços medidos pelo IPS subiram em média 4,10% de janeiro a julho. As maiores altas foram nos itens saúde e cuidados pessoais (7,77%), educação (7,10%) e habitação (4,25%). O item serviços representa 48,5% no CVCS e o peso destes grupos somados no IPS chega a quase 50%, sendo 26% de habitação, 11% de saúde e cuidados pessoais e 11% para educação.

No segmento educação, as maiores altas foram observadas no subitem cursos regulares (7,33%), com as maiores variações em Educação infantil (12,67%), Ensino fundamental (10,8%) e Ensino superior (10,64%). Em seguida, aparece o item cursos diversos (6,22%), com maiores altas nos cursos preparatórios  (11,71%) e curso de idioma (8,34%).

Com relação aos gastos com a educação, as famílias com rendimentos entre R$ 7.324,34 a R$ 12.207,22 destinam, em média, 17,4% do seu orçamento para o segmento. Já as famílias com rendimentos maiores do que R$ 12.207,23 gastam 13,2% com serviços de educação. As famílias com rendimento inferior a R$ 976,58 não ultrapassam 1,4% do seu orçamento com gastos desta natureza. Já os lares que se enquadram entre o rendimento médio de R$ 976,59 a R$ 1.464,87 direcionam 2,1% para os serviços educacionais.

A SABE Consultores tem o propósito de “organizar informações financeiras sobre as empresas brasileiras e torná-las acessíveis e úteis” e acredita que as empresas vencedoras e que vieram para ficar são as que criam valor para TODOS os seus stakeholders. Manteremos você atualizado com novas informações extraídas do nosso Banco de Dados SABE.

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Luiz Guilherme Dias é Sócio-Diretor da SABE Consultores, Consultor de Empresas e Conselheiro Certificado.

E-mail: lg.dias@sabe.com.br

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