Indicadores do Setor de Atacado e Varejo – 2016Fonte: SABE © Powered by Maestro©

Setor de Atacado e Varejo: Resultados fracos com desemprego em alta e renda em queda


LUIZ-GUILHERME-DIAS-e1443731843958Por Luiz Guilherme Dias | Rio, 10/Mai/2017.

 

“Setor que cresceu num ritmo de 14% em 2016, o atacado de autosserviço, conhecido como “atacarejo”, espera que as vendas em volume de produtos continuem aumentando num patamar de dois dígitos em 2017”

Ricardo Roldão Presidente da Associação Brasileira dos Atacadistas de Autosserviço

 

Em Set/2016 publicamos um artigo sob o título “Setor de Atacado e Varejo: Crescimento real de vendas quase nulo com forte aumento das dívidas” onde apresentamos o desempenho desse Setor com base nos balanços do 1º semestre de 2016. Neste artigo atualizamos o desempenho do setor com informações dos balanços do ano de 2016.

O mercado acionário brasileiro possui atualmente 24 companhias abertas do setor de Atacado e Varejo. Em 2016 essas empresas totalizaram R$176 bilhões em receitas líquidas, queda de 10% em relação a 2015. A líder do setor em bolsa em receitas continua sendo o Pão de Açúcar com R$41 bilhões (queda de 40% em relação a 2015), seguido de Dufry (R$27 bilhões) e Viavarejo (R$20 bilhões). Juntas essas 3 companhias representam 50% do setor.

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Pela ótica dos resultados as companhias do setor totalizaram no acumulado R$840 milhões, aumento de 18% em relação a 2015. A líder foi a Hypermarcas com R$1,2 bilhões (aumento de 110% em relação a 2015), seguida de Lojas Renner com R$625 milhões e RaiaDrogasil com R$451 milhões. O maior prejuízo em 2016 foi do Pão de Açúcar, líder das vendas no ano, com um resultado negativo de R$1,1 bilhões.

Market Share das Companhias do Setor de Atacado e Varejo – 2016Fonte: SABE © Powered by Maestro©

Market Share das Companhias do Setor de Atacado e Varejo – 2016
Fonte: SABE © Powered by Maestro©

O desempenho do setor pode ser observado pelo quadro abaixo: queda nas vendas, aumento relativo dos resultados, favorecido pela forte recuperação de Magazine Luiza,  Dufry, Bombril e Hypermarcas (estando as três primeiras com prejuízo em 2015) e relação Dívida Líquida/EBITDA em nível bastante elevado. Consideramos as médias de margem líquida e retorno do acionista (ROE) para ilustrar o desempenho do setor como um todo.

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Indicadores do Setor de Atacado e Varejo – 2016
Fonte: SABE © Powered by Maestro©

 

Comentários Finais

A Associação Brasileira dos Atacadistas de Autosserviço consideram que, apesar das expectativas ainda serem pouco inspiradoras para o desemprego e a renda das famílias no Brasil em 2017, existe uma tendência de continuidade de crescimento do formato do “atacarejo”, embora avaliando que o ritmo de expansão deve ficar um pouco menor em 2017 do que no ano anterior. O “atacarejo” tem conquistado espaço num movimento de mudança dos hábitos dos consumidores, mais sensíveis a preço durante a crise. Outros formatos de varejo têm perdido vendas em volume, mas a dinâmica competitiva tende a se acirrar. “O varejo está reagindo e não vai ficar perdendo mercado sem reagir”, comentou o presidente da Associação.

Para o executivo, o setor ainda vai continuar se beneficiando de investimentos em abertura de novas lojas. O atacado de autosserviço como um todo deve seguir enxergando oportunidades de abertura de novas unidades, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste. (Fonte: Revista PEGN).

Olhando a economia como um todo, no início de 2017, não fosse o agronegócio, que supera as melhores expectativas, não haveria muito que comemorar, segundo os especialistas. O setor de serviços segue caindo, o varejo não reage e a indústria esboça recuperação abaixo do esperado. Com um governo de transição tentando construir a “ponte para o futuro”, a economia segue travada à espera de definições que tragam maior confiança para os negócios. Mas, fica aqui um alento: se não fosse a Lava-Jato seria muito pior!

A SABE Consultores tem a missão de “organizar informações financeiras sobre as empresas brasileiras e torná-las acessíveis e úteis” e acredita que as empresas conscientes atuam de maneira a criar valor não só para si mesmas, mas também para seus clientes, colaboradores, fornecedores, investidores, comunidade e meio ambiente ou usando o jargão do momento para seus “stakeholders”.

Manteremos você atualizado com novas informações extraídas do nosso Banco de Dados SABE.

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Luiz Guilherme Dias é Sócio-Diretor da SABE Consultores, Consultor de Empresas e Conselheiro Certificado.

E-mail: lg.dias@sabe.com.br

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