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Setor de Alimentos e Bebidas: Receitas e Resultados crescem 24%


LUIZ-GUILHERME-DIAS-e1443731843958Por Luiz Guilherme Dias | 03/Mai/2016.

 

“Deus fez o alimento, o diabo acrescentou o tempero”
James Joyce, romancista, contista e poeta irlandês expatriado

Uma pesquisa divulgada neste ano pela Euromonitor aponta que a venda de alimentos naturais e orgânicos cresceu 98% nos últimos cinco anos, enquanto que a demanda por opções tradicionais cresceu 67% no mesmo período. O estudo ainda mostra que 28% dos brasileiros consideram que o valor nutricional é o mais importante na hora de consumir um produto e 22% das pessoas ouvidas disseram preferir alimentos naturais sem conservantes.

Diante desses números nota-se o grande desafio que a indústria de alimentos tem pela frente: investir cada vez mais em opções saudáveis e naturais, transformando receitas tradicionais em opções ricas em vitaminas, ômegas, fibras e proteínas. Esse é um trabalho que envolve pesquisas constantes para o desenvolvimento de novos ingredientes tecnológicos e a busca pela inovação. (Fonte: Lilia Kawazoe – Revista Alimentos & Bebidas).

Do lado das bebidas, em particular os vinhos, percebe-se uma forte preocupação com a qualidade medida pelas designações de Indicação Geográfica (IG) relacionadas a fatores como: reputação, tradição, região territorial específica, método de elaboração e transformação. Este processo de IG ainda que recente, no Brasil, precisa de investimentos em recursos técnicos e humanos, apoio de instituições competentes e políticas de incentivo. Mesmo assim, vem crescendo aos poucos e tem sido cada vez mais procurada pelos que buscam um diferencial em seus produtos e/ou serviços.

No Brasil, a primeira IG reconhecida foi a Indicação de Procedência do Vale dos Vinhedos (RS), em 2002, para vinhos e espumantes. Dez anos depois, a região obteve a denominação de Origem (D.O.). O grande diferencial entre a IG e a D.O. é o rigor. Esta última vai além da delimitação territorial e abrange variedades de uva, método de plantio (espaldeira – tipo de cerca e quantidade por planta) e método de elaboração (varietal ou assemblage). (Fonte: Alexandre Simões Prado Moreira – Revista Alimentos & Bebidas).

O mercado acionário brasileiro possui 14 companhias abertas do setor de Alimentos e Bebidas. São elas: Ambev S/A, BRF SA, Excelsior, Fornodeminas, IMC S/A, Jbs, Josapar, M.Diasbranco, Marfrig, Minerva, Minupar, Oderich, SLC Agricola e Vigor Food. Do total das receitas líquidas em 2015 destas companhias, quase 85% vieram de: Jbs com 57%, Ambev S/A com 16% e BRF SA com 11%.

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De 2014 para 2015, as companhias abertas desse setor tiveram um crescimento de 25% nas receitas, aumento de 20% na geração de caixa medida pelo EBITDA, aumento de 24% nos resultados líquidos, aumento de 49% no endividamento líquido, crescimento de 23% na relação dívida líquida/EBITDA (em 2015 atingiu 3,3:1), além de aumento de 2,62 ppt na taxa de retorno para o acionista (ROE), que em 2015 ficou em quase 20% no agregado. A tabela seguinte ilustra os grandes números do setor na comparação dos totais dos últimos dois anos das 14 empresas citadas.

TSS = Termômetro Setorial SABE (Verde=BOM, Amarelo=REGULAR, Vermelho=RUIM) Informações das Empresas de Capital Aberto do Setor de Alimentos e Bebidas – 2014 x 2015 – Fonte: SABE ©

TSS = Termômetro Setorial SABE (Verde=BOM, Amarelo=REGULAR, Vermelho=RUIM)
Informações das Empresas de Capital Aberto do Setor de Alimentos e Bebidas – 2014 x 2015 – Fonte: SABE ©

 

Comentários Finais:

O cenário atual sinaliza que a indústria de alimentos está passando por um grande processo de transformação, o que envolve a mudança no comportamento do consumidor e a adequação das marcas a esse novo momento do mercado. O resultado deverá trazer benefícios a todos e os alimentos saudáveis e funcionais vão se tornar parte essencial do nosso cardápio diário.

Para garantir o padrão de identidade de um produto da indústria de bebidas com selo D.O., estes somente são certificados com comprovada origem de 100% da matéria-prima provenientes da área demarcada, além da aprovação de análises físico-químicas e na avaliação sensorial, realizada pelo Comitê de Degustação, composto por técnicos da Embrapa, técnicos de associados da Aprovale (Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos) e da Associação Brasileira de Enologia. Para os comerciantes, consumidores e apreciadores de vinhos (enófilos), conhecer um pouco mais sobre a sigla D.O., traz benefícios e garantias na seleção dos produtos, sejam nacionais ou importados, além de mostrar que o Brasil está ganhando força e reconhecimento.

A SABE Consultores tem o propósito de compartilhar informações úteis e atualizadas sobre as empresas brasileiras. Manteremos você atualizado, como de costume, com novas informações extraídas do nosso Banco de Dados SABE.

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Luiz Guilherme Dias é Sócio-Diretor da SABE Consultores, Consultor de Empresas e Conselheiro Certificado.

E-mail: lg.dias@sabe.com.br

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