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MILLS: Crise político-econômica reduziu em 47% os investimentos dos Estados no 1º bimestre de 2016


LUIZ-GUILHERME-DIAS-e1443731843958Por Luiz Guilherme Dias | Rio, 16/Jun/2016.

 

“Sobreviver, prosperar, contribuir, por muitas décadas”
Andres Cristian Nacht
, presidente do conselho da Mills

Fundada em 1952 pela família Nacht, a Mills iniciou suas atividades prestando serviços para o setor de construção civil como empresa de andaimes e escoramento. Em 2011 a Companhia cresceu por aquisições visando crescer sua participação no mercado de construção residencial e comercial e ampliar sua exposição, principalmente, nas áreas de infraestrutura e indústria de petróleo e gás natural.

Atualmente a Mills é considerada uma das maiores prestadoras de serviços especializados de engenharia no Brasil e líderes no fornecimento de formas de concretagem e estruturas tubulares e locação de equipamentos motorizados de acesso para o mercado brasileiro, oferecendo soluções para grandes projetos de infraestrutura e para construção residencial, comercial e industrial.

As soluções de engenharia da Mills incluem o planejamento, projeto, supervisão técnica e fornecimento de estruturas temporárias para construção civil, tais como formas de concretagem, escoramento e andaimes. A companhia também aluga e vende equipamentos motorizados de acesso, como plataformas aéreas e manipuladores telescópicos, que são utilizadas para elevar trabalhadores e cargas em alturas, respectivamente, em diversos setores como construção civil, indústria, varejo e logístico. (Fonte: Empresa).

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Veja agora o que o nosso Banco de Dados SABE tem a mostrar sobre a Mills: “Radar de Desempenho Econômico-Financeiro de 2011 a 2015, incluindo a comparação 1T2015 X 1T2016” e desempenho em bolsa das ações MILLS3 (MILLS ON) nos últimos 4 anos.

Radar de Desempenho Econômico-Financeiro da Mills (Controladora) - Fonte: SABE ©

Radar de Desempenho Econômico-Financeiro da Mills (Controladora) – Fonte: SABE ©

Nos últimos cinco anos a Mills cresceu até 2014 em ativos e patrimônio, e até 2013 em receitas e resultados. Nesse período o endividamento total diminuiu, a geração de caixa medida pelo EBITDA caiu a partir de 2014 e o resultado líquido ficou negativo em 2015. Na comparação do 1T2015 x 1T2016, a empresa teve queda da dívida bruta e da receita líquida, redução de EBITDA e aumento do prejuízo. Veja a seguir como foi o desempenho ações MILLS3 (MILLS ON).

Evolução Trimestral da Ação MILLS3 (MILLS ON). Fonte: APLIGRAF – Elaboração: SABE ©

Evolução Trimestral da Ação MILLS3 (MILLS ON). Fonte: APLIGRAF – Elaboração: SABE ©

De 30/Jun/2011 a 10/Jun/2016 a ação MILLS3 obteve uma desvalorização próxima a 78%. A cotação do papel saiu de R$20,07 e caiu até atingir R$4,47 no final do período (a cotação máxima foi de R$30,91 em 28/Dez/2012 e a mínima de R$2,48 em 30/12/2015). No mesmo intervalo de tempo o Ibovespa teve uma queda de quase 21%.

COMENTÁRIOS FINAIS

A Mills pertence ao setor de Construção Civil e Mercado Imobiliário com 40 companhias da bolsa. Em 2015 a empresa foi a 19ª colocada por receitas com 1,66% de market-share (R$576 milhões) e ocupou a 30ª posição, com prejuízo de R$98 milhões. O setor como um todo obteve um resultado líquido negativo de R$3,5 bilhões, representando queda de 256% em relação à 2014.

De acordo com informações da administração da companhia, a deterioração da situação orçamentária do Governo em todas as esferas, colocou o país diante do mais severo cenário de falta de novas obras públicas dos últimos anos. A crise econômica e política reduziu em cerca de 47% dos investimentos dos Estados no 1º bimestre de 2016 em relação ao mesmo período do ano anterior. A falta de investimento gerou um cenário de obras interrompidas em todo o Brasil sem previsão de conclusão, obras sendo executadas em um ritmo mais lento, e inúmeras obras fundamentais que não possuem previsão para sair da fase de projeto e intenção. No momento são muito poucas as obras em fase de mobilização.

Além disso, as incertezas na economia e na política continuam a impactar os mercados de atuação da companhia, com a consequente redução de investimentos, suspensão de projetos e diminuição do ritmo de obras dos clientes. Diante desse cenário, o ICEI – Índice de Confiança do Empresário Industrial, segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), atingiu o patamar de 35,5 em Abr/2016, versus 39,2 no mesmo período do ano de 2015. O reflexo da falta de confiança do mercado é a paralisia da economia com a consequente postergação dos investimentos. Com a resolução da crise política, de acordo com percepções de mercado, existe a perspectiva que os investimentos sejam retomados no médio prazo. (Fonte: Relatório dos Resultados do 1T2016).

A SABE Consultores tem o propósito de compartilhar informações úteis e atualizadas sobre as empresas brasileiras. Manteremos você atualizado com novas informações extraídas do nosso Banco de Dados SABE.

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Luiz Guilherme Dias é Sócio-Diretor da SABE Consultores, Consultor de Empresas e Conselheiro Certificado.

E-mail: lg.dias@sabe.com.br

 

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